Persistência e foco nos objetivos

" O ano de 2016 foi um ano de grandes desafios em várias frentes, com muitas mudanças que exigiram uma significativa capacidade de adaptação de todos os stakeholders.

 

Começou por ser o primeiro ano, após processo de privatização da EGF, em que foram consolidadas as adaptações à mudança que um processo desta natureza implica; foi também o ano em que houve uma profunda alteração do modelo regulatório, com adaptações de procedimentos, investimentos e tarifas para o período 2016-2018, fixadas pelo regulador a 28 de dezembro de 2016; e foi ainda o ano em que foi publicado o novo despacho do SIGRE (Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens), que em muito interfere com a atividade da ERSUC.

 

Apesar de tanta incerteza no setor, os resultados obtidos pela empresa foram positivos, abaixo das expectativas e do que tem sido normal em exercícios anteriores, designadamente em 2015. Embora o volume de negócios, superior a 24 M€, tenha sido historicamente o maior, o aumento dos custos operacionais e dos gastos financeiros, associados à diminuição de proveitos com a venda de materiais recicláveis provenientes do tratamento mecânico, bem como a diminuição da produção de energia elétrica com base no biogás (tanto de aterro, como de digestão anaeróbia), originou a diminuição desses  resultados.

 

Importa salientar que a diminuição dos proveitos dos materiais recicláveis não fica a dever-se a uma menor eficiência do processo de tratamento mecânico e, em consequência, a uma menor quantidade de materiais recuperados, mas antes a dificuldades de comercialização associadas a uma acentuada diminuição do preço  de venda, bem como a problemas de relacionamento com a Sociedade Ponto Verde no que se refere ao pagamento do designado valor de informação, decorrente da entrega de resíduos de embalagens provenientes da recolha indiferenciada.

 

Ainda assim, a ERSUC cumpriu todos os objetivos de serviço público previstos no contrato de concessão, nomeadamente a deposição de resíduos urbanos biodegradáveis em aterro, a preparação para reutilização e reciclagem dos resíduos urbanos, para além do cumprimento das metas de recolha seletiva de materiais recicláveis (com exceção do material vidro, relativamente ao qual vamos tomar algumas medidas de sensibilização e informação), e mantivemos a certificação internacional de qualidade, ambiente e segurança.

 

Após um ano em que a persistência e o foco foram determinantes, antecipamos um ano de 2017 em que a aposta na recolha seletiva será uma prioridade, para que seja possível atingir as metas definidas, num desafio que abraçamos na expectativa de que os municípios e outras organizações se associem a nós nesta decisiva missão.

 

E é com confiança no futuro que deixo um agradecimento aos Colaboradores da ERSUC, sem os quais não teria sido possível ultrapassar todos estes desafios, na certeza de que em equipa vamos manter a ERSUC num caminho que vai ser de desenvolvimento e sucesso. "

 

Miguel Lisboa Presidente do Conselho de Administração