A ERSUC informa que as Estações de Transferência de Pampilhosa da Serra e Ansião se encontram temporariamente encerradas. Agradecemos a compreensão.
ERSUC DESTACA EVOLUÇÃO DO SERVIÇO E INVESTIMENTO NA OPERAÇÃO
Ersuc
segunda-feira, 30 de março de 2026

Empresa realizou investimento de 62 Milhões de euros nos últimos 10 anos para modernização do serviço e cumprimento das metas.

 

A ERSUC, realizou, no passado dia 26 de março, a sua Assembleia Geral anual, onde foram apresentados os principais indicadores da atividade, relatório de gestão, balanço e contas do exercício de 2025, assim como perspetivas para o ano de 2026.

Os valores apresentados pelo Conselho de Administração da ERSUC, perante todos os acionistas, evidenciados também no Relatório & Contas de 2025, demonstram a evolução positiva do serviço, com o aumento de 5% na Recolha Seletiva face a 2024. Desde 2015 que a Recolha Seletiva Trifuxo (ecopontos amarelo, verde e azul), tem tido um progresso significativo: plástico/metal +76%, vidro +41% e papel/cartão +108%.

Também ao nível da contentorização, foi desenvolvido um esforço significativo nos últimos anos, ampliando a rede de ecopontos disponíveis aos cidadãos, totalizando 6.017 unidades em operação (+61% face a 2015). Paralelamente, a ERSUC modernizou a sua frota operacional, através da aquisição de 34 novas viaturas de recolha seletiva.

A recolha porta a porta dedicada ao comércio e ao serviço doméstico registou igualmente crescimentos de 6% e 29%, respetivamente, nos últimos dois anos.

 

Investimento para cumprir as metas

A ERSUC rececionou, em 2025, um total de 437 mil toneladas de resíduos urbanos (dos quais 70.088 toneladas de resíduos foram recolhidas e entregues seletivamente), um crescimento de 2% face a 2024, e de 4,6% face a 2023. Ao contrário das previsões, tem-se verificado, na prática, de ano para ano, um crescimento da quantidade de resíduos urbanos produzidos, valores que têm vindo a acompanhar o aumento da população e dos hábitos de consumo.

Face a esta pressão, a ERSUC procura constantemente modernizar e atualizar a operação, reforçando a eficiência dos processos, incorporando tecnologia mais avançada e garantindo processos de melhoria contínua.

Nos últimos dez anos, a ERSUC realizou um investimento global de 62 milhões de euros na sua operação (4.1 milhões de euros em 2025). Este esforço permitiu ainda a implementação de duas unidades de tratamento de biorresíduos, com capacidade conjunta para tratar cerca de 150 mil toneladas de biorresíduos recolhidos seletivamente.

Em 2026, está previsto um novo investimento de 6,8 milhões de euros, com foco primordial na recolha seletiva, com a aquisição de mais viaturas, e na requalificação das linhas de embalagens das Triagens Seletivas de Aveiro e Coimbra, entre outros.

O reforço do investimento é hoje essencial para assegurar a continuidade e a qualidade do serviço, bem como responder às obrigações ambientais assumidas por Portugal junto da União Europeia, uma vez que cumprir as metas de 2030 e 2035 configura uma reestruturação urgente da operação que obrigará a empresa a aumentar substancialmente a sua atividade. Estes investimentos estão identificados no Plano de Ação para a Aplicação do Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos (PAPERSU), apresentado à APA em 2023.

 

Tarifa Faturada desce em 2026

A tarifa faturada na área de concessão da ERSUC regista este ano uma redução, passando de 75,30€/t, em 2025, para 50,25€/t, em 2026. Esta descida resulta, essencialmente, da revisão dos valores de contrapartida definidos pela ERSAR, aumentando as receitas provenientes dos materiais recicláveis, que são integralmente devolvidas à tarifa.

O aumento da tarifa reflete a enorme transformação e exigências que o setor tem vindo a sofrer nos últimos 10 anos, sobretudo com a incorporação de investimentos e custos com a recolha e tratamento de resíduos seletivos e o tratamento indiferenciado e de biorresíduos, num exercício coletivo que envolve os sistemas de tratamento, como é o caso da ERSUC, acionistas (dos quais os municípios são parte) e cuja fixação é efetuada pelo regulador económico – a ERSAR.

Este aumento é uma realidade nacional, para fazer face aos enormes desafios que o país tem para valorizar e reciclar os seus resíduos: o cidadão consome mais, descarta mais, sem que haja políticas de prevenção de resíduos efetivas; e a própria complexidade dos materiais e produtos colocados no mercado, sem qualidade de reciclagem, obrigam a soluções mais avançadas.

Num setor com esta complexidade, o cumprimento das metas ambientais exige uma ação articulada, mas também um reforço efetivo da cooperação e da responsabilização de todos os intervenientes, municípios, entidades gestoras, reguladores, produtores e cidadãos. É essa visão integrada do sistema e a clarificação de responsabilidades que permitirá reforçar a eficiência do sistema e assegurar uma resposta mais robusta aos desafios ambientais dos próximos anos.